CASTAS

A filosofia da Paulo Laureano Vinus é o desenho de vinhos em terroirs de excelência com castas exclusivamente portuguesas. Aqui segue a descrição de muitas das que utilizamos.

Castas Tintas

Aragonez

(Tinta Roriz)

Caracteriza-se por uma cor intensa, aromas de ameixas maduras e alguns frutos do bosque. Sempre que estagia em madeira mostra notas de chocolate doce e percepções especiadas. Na boca surge com uma estrutura sedosa, taninos macios e longos, que tornam muito agradável a sua persistência.

Na Paulo Laureano Vinus, utilizamos o Aragonez para contribuir com esta componente aromática doce e atractiva que aumenta a complexidade dos vinhos e lhes confere elegância.

Tinta Grossa

 

Esta é uma casta de cunho marcadamente regional, que existe sobretudo nas zonas de Vila Alva e Vila de Frades na região da Vidigueira.

Os vinhos de Tinta Grossa, mostram um aroma exótico de frutas negras, uma boa acidez e taninos sólidos. Praticamente abandonada nos últimos anos, reforça a nossa filosofia de uma aposta nas castas portuguesas e enriquece o nosso portfólio pelo seu exotismo, qualidade e raridade.

Trincadeira

(Tinta Amarela)

Contribui decisivamente para a alma dos vinhos alentejanos. É uma casta de personalidade forte, que exige cuidados especiais nas vinhas, de forma a contrariar o seu vigor e a sua sensibilidade às podridões. Produz vinhos de cor intensa e profunda, com aromas de pimentos vermelhos maduros, frutos silvestres e especiarias. Quando a madeira está presente acentuam-se as notas de especiaria e surgem normalmente percepções de chocolate amargo e café fresco. Nós procuramos nesta casta os seus níveis de acidez, os sólidos taninos e o seu elegante aroma, para complexarem vinhos de elevados padrões de qualidade e longevidade.

Touriga Nacional

 

É certamente a mais conhecida das castas tintas portuguesas, não sendo típica do Alentejo por aqui se implantou facilmente nos últimos anos. Mostra aromas de violetas, bergamotas e chá Earl Gray. É elegante, marcante e de grande personalidade.

Alicante Bouschet

 

O Alicante Bouschet veio encontrar no Alentejo um conjunto de condições de solo e de clima que lhe permitem um perfil enológico ímpar, que rapidamente o tornaram uma das castas mais importantes da região e que hoje fazem com que seja considerada fundamentalmente uma casta alentejana. Trata-se de uma casta tintureira, com cor na película e na polpa, pelo que os seus vinhos mostram uma cor profunda e de grande intensidade, aromas que lembram notas de menta, algum eucalipto, azeitonas pretas e hortelã. Na boca mostram uma enorme concentração de taninos, num conjunto fresco de estrutura imponente e de enorme longevidade.

Com uma concentração adequada, o Alicante Bouschet é valioso para os vinhos de grande qualidade.

Alfrocheiro

 

É uma casta de elegância, os tintos que origina, são ricos de cor, com um aroma complexo, pleno de frutas e com uma enorme vivacidade, graças a uma excelente composição de ácidos e aos taninos firmes e sólidos.

Aquilo que se procura nesta casta é a elegância que confere aos vinhos onde está presente, a sua frescura e os aromas mais exóticos.

Castas Brancas

Antão Vaz

 

Casta autóctone da região da Vidigueira é certamente uma das melhores, senão a melhor casta branca do Alentejo. Com um bom comportamento vitícola, o Antão Vaz, produz vinhos de cor citrina, aromas a lembrar frutos tropicais, que na Vidigueira lembram manga, maracujá e casca de tangerina. Com produções controladas mostra um bom equilíbrio de acidez e a sua estrutura é sempre marcante e persistente.

Constitui a base de todos os vinhos brancos desenhados na nossa adega da Vidigueira.

Terrantez

 

Originária do Dão, onde é conhecida por Folgasão, tem nas ilhas um estatuto de casta nobre pela sua utilização nos vinhos generosos. Nos Açores, sobretudo na ilha do Pico, assume hoje também importância nos vinhos de mesa, com muita fruta, acentuada acidez e boa estrutura.

Arinto

 

É talvez a casta portuguesa mais utilizada, um pouco por todo o país para o desenho de vinhos de grande qualidade. Exibe aromas minerais muito intensos e em anos de excelente maturação associa-lhe aromas cítricos. Mostra uma enorme frescura, o que confere aos vinhos maior equilíbrio e longevidade.

Na região de Bucelas ou nos Açores assume uma personalidade impar.

Loureiro

 

As notas de flor de Loureiro são um dos seus principais atributos de aroma, mas complementadas com notas de pêssego e citrinos. Tem uma acidez equilibrada, e de forma extrema produz vinhos de extraordinária qualidade.

Roupeiro

 

Tem uma colheita um pouco mais precoce, para permitir uvas com teores de acidez mais elevados, que por sua vez vão proporcionar vinhos de cor citrina, com inúmeras tonalidades esverdeadas, aroma fino e atraente de frutos cítricos, com notas de pedreneira.

É uma casta que mostra o seu melhor, associada a vinhos destinados a um consumo mais precoce. Quando se pretende aumentar-lhe a longevidade outras variedades como o Arinto ou o Antão Vaz são necessárias.

Verdelho

 

Chegou a Portugal no século XV e foi plantada na ilha da Madeira, tendo posteriormente sido levada para os Açores. Tem aromas minerais e salinos marcantes, mostra um equilíbrio e elegância surpreendentes na boca e uma enorme persistência. A sua característica Atlântica distingue-a de forma muito clara.